sexta-feira, novembro 24, 2006


ANTÓNIO GEDEÃO/ RÓMULO DE CARVALHO
100 ANOS



Estamos a comemorar o centenário do nascimento de António Gedeão/ Rómulo de Carvalho. Ao longo do dia vão-se realizar diversas iniciativas que assinalam esta data e evocam o poeta, o cientista, o professor.

Os alunos do 12º C, que com a professora da Área de Projecto, Ana Forte, têm sido os grandes dinamizadores destas comemorações, escreveram um poema dedicado a Gedeão:

Poema para Gedeão, o poeta alquimista

Rómulo ou António
(Homem nascido!),
máquina de fogo, combustão…
Homem!
(Indefinível como o
Universo em expansão.)
O mundo é a sua matéria,
a água o elemento de eleição,
e as coisas são o seu poema
do coração.
No laboratório de alquimista
destila versos sonhados
que falam
do Homem
e do Mundo
em perpétuo movimento
nem sempre coordenado.
Alegremente, no autocarro,
ou subindo a custo a
Calçada de Carriche
(ou outra da vida!),
na ciência ou no dia a dia,
na Páscoa ou no Natal,
ontem, hoje ou no Futuro…
todo o tempo é de poesia,
seja com ironia crítica,
cepticismo ou euforia,
intimidade ou altruísmo,
drama ou filosofia.
No seu olhar científico,
social e fotográficosocial e fotográfico
transparece um coração humanístico
de sentir crítico e sarcástico.
E ainda um humor fantástico!
E enquanto dá cor à Vida
e faz declarações
de amor
aos outros e à Natureza,
chora [também]
aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu,
céptico das promessas
que a nova era prenunciou.
Injustiça social, pobreza,
racismo, guerra, opressão,
morte e lágrimas
de tanta gente!
(tão diferente e tão igual!)
são aos olhos do poeta
imagens de um mundo
que progride mal!
E com a sua Pedra Filosofal
o nosso poeta alquimista
apresenta a solução genial
para as almas pessimistas:
O sonho é o motor da vida
e dele nasce a mudança,
com o sonho o mundo gira
e o Homem renova a esperança.
Ao longo das últimas semanas desenvolveram diversas iniciativas que têm o seu corolário nas activades de hoje.
Exposição biobibliográfica, no Bloco1/ Biblioteca

Pintura de um painel “O sonho comanda a vida” , orientada pelo pintor Alberto Péssimo

Realização de uma sessão de fotografia criativa, inspirada em poemas de Gedeão, com performances dinamizadas pela actriz Sandra Andrade e registada pela objectiva de Ângela Mendes Ferreira. A Liliana Almeida e a Liseth Silva fizeram de Leonoreta e Ofélia